A memória surgiu de repente, indesejada e repentina. Assolou-a com uma força tal que foi impossível travá-la, amenizá-la, impedi-la de vir ao de cima... Foi como se o seu coração estivesse a ser apertado. Como se o estivessem a agarrar e a espremê-lo de tal maneira que o sangue já não conseguia sequer circular. Demorou segundos mas pareceu demorar uma noite. Aquela noite... Revivida sem ela querer que o fosse. Remexida quando precisava dela longe de si... No passado, onde pertencia.
A circulação normalizou depressa e o seu organismo recuperou sem complicações. O calor desapareceu e o frio regressou. O que não saiu de dentro dela foi o que aconteceu... Preso na sua cabeça como se tivesse acabado de acontecer. Encurralado dentro de si, sem parecer querer sair.
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