segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tempo.

Ainda agora acabara um ano e estava-se já no segundo mês do novo. A esta velocidade, pensou ela, chegamos ao próximo num instante, isto se o mundo não se lembrar de colapsar entretanto. Ponderou por um momento se isso lhe faria diferença, mas não chegou a qualquer conclusão.

Foi à janela, como não podia deixar de ser. Sétimo dia consecutivo em que as cores eram vivas e alegres. O frio mantinha-se, como seria de prever, e manteve a janela aberta apenas durante o tempo necessário para arejar o seu quarto. Fechou-a com firmeza. Sem dar o mesmo destino às cortinas, afastou-se. Levou as suas coisas consigo e saiu dali.

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